Ribeirão Preto, 13 de Julho de 2014
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27/12/10 - 12h42 (Atualizado em 24/01/14 às 09h42)

Universitárias de Ribeirão ganham até R$ 8 mil com prostituição

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Fonte: Ribeirão Preto Online

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Virgínia de 30 anos
Virgínia de 30 anos
Foto(s): RPOnline / John Gomide

Jovens universitárias de Ribeirão Preto encontraram na prostituição uma maneira fácil de ter um estilo de vida confortável e pagar em dia as mensalidades das faculdades. Elas chegam a ganhar até R$ 8 mil por mês com programas sexuais. Algumas chegam a manter até 12 relações num mesmo dia.

“Escolhi esse meio para sobreviver porque gosto de dinheiro e de fazer sexo. É difícil encontrar um trabalho que pague um bom salário”, afirma Pérola, 25 anos, estudante de educação física. Ela afirma fazer três programas por dia e ganhar R$ 3 mil por mês.

Stella cursa administração de empresas e ainda encontra tempo para fazer 12 programas por dia. Ela afirma que destina aos pais parte dos R$ 8 mil que recebe por mês. “Eu não gosto de fazer  programas, mas tenho um filho e não encontro um trabalho que me pague bem”, diz.

Virgínia, uma morena de 30 anos, afirma que escolheu ser garota de programa para sair de casa. Ela já morou na Espanha e afirma que já ganhou muito dinheiro em troca de sexo. “Não tenho vergonha de ser prostituta. Presto serviço à comunidade como faz uma dentista, por exemplo."  Virgínia afirma cursar faculdade de nutrição.

Juliana, 20 anos, sonha cursar engenharia civil para seguir a mesma profissão dos irmãos. Ela está na prostituição há dois anos. “Antes, eu trabalhava bastante e não ganhava nada. Com a prostituição, tiro até R$ 7 mil por mês”, afirma.

Juliana aplica o dinheiro que recebe em imóveis e pensa em ficar na prostituição até se formar. Ela afirma que já recebeu R$ 800 por um programa com um policial. Em troca, diz, o parceiro exigiu que ela inalasse cocaína. “Eu fingi que cheirei a droga para receber o dinheiro.”

O dono de um site de garotas de programa em Ribeirão Preto, que não quer ser identificado, afirma que cobra R$ 250 mensais para veicular propaganda de jovens prostitutas. “Há cerca de dez garotas no site que são universitárias. Elas se prostituem para pagar as mensalidades das faculdades”, afirma.

Segundo o sociólogo Nefi Barreiro, a falta de dinheiro é uma das principais causas da prostituição. Para ele, a prostituição pode ser também a saída encontrada por universitárias para financiar os estudos e a esperança de uma vida melhor no futuro.

O psicólogo Guilherme Davoli concorda com Barreiro. Segundo ele, a pressão do estilo de vida consumista da sociedade atual leva jovens de ambos os sexos a “topar tudo para se destacar no meio social”. Ele também aponta como fator da prostituição a "ruptura com os valores morais".

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