Ribeirão Preto, 26 de Julho de 2014
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30/10/10 - 11h10 (Atualizado em 30/10/10 às 03h39)

Ourives: uma profissão de ouro

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Fonte: Ribeirão Preto Online

A arte de trabalhar com metais preciosos (prata e ouro, especificamente) na fabricação de jóias e ornamentos, é conhecida como ourivesaria.

No antigo Egito trabalhos altamente detalhados já eram produzidos. Uma arte de grande aceitação ao redor do mundo, sendo que na Idade Moderna, a ourivesaria se tornou uma profissão de inegável prestígio perante reis e toda a corte.

No Brasil, a ourivesaria e a prataria começaram à sombra de artífices vindos de Portugal. Suas origens traziam as bases estéticas de sua arte e seus sistemas artesanais, pois desde o século XII a Metrópole trabalhava a prata.

Hoje em dia, ainda é possível encontrar estes profissionais que dominam as técnicas de joalheria. Como é o caso de Manoel Henrique Rodrigues (48), ourives há 32 anos em Ribeirão Preto.

“Meu pai era ourives. Comecei a trabalhar com ele no próprio negócio e fiquei durante 10 anos. Desde 1977”, conta Manoel que após 10 anos trabalhando com o pai, abriu sua própria joalheria, “abri a minha loja em 1987 em Ribeirão Preto”, explica. 

Profissionais desta área executam peças que podem, ou não, ser de total autoria. Geralmente o ourives é quem produz uma peça baseada em modelos apresentados pelo cliente ou desenhada por ele. Manoel fabrica alianças de noivado e casamento, anéis de formatura, brincos, correntes e pulseiras.

A ourivesaria é realizada através de um processo. O primeiro passo do processo é o derretimento da pepita de ouro e sua posterior condensação em um bloco de ouro. O ourives tem um bloco de ouro em suas mãos e trabalha de forma muito similar ao escultor que recebe um bloco de mármore.

Manoel explica que as matérias primas, ouro e prata, são adquiridas através de empresas que compram o material do garimpo e purificam. “O ouro em seu estado puro vem timbrado nas barras ou lingotes. A inscrição 999,9 significa teor de pureza quase 1.000, conhecida por 24k”, diz o ourives. Ele explica ainda que pelo fato do material ser muito mole e macio, devido à pureza, é necessário transformá-lo em ouro 18k para confecção de jóias, “a cada 10g de ouro puro, acrescenta-se 3,30g de liga, que significa cobre e prata, ou seja, cada 10g de ouro 18k contém 7,50 de ouro puro, 2,50g de liga”, diz Manoel.

O ourives afirma que a vantagem de trabalhar nesta área é que, para quem é proprietário, a profissão é rentável. Para os empregados não funciona da mesma maneira, a menos que ele tenha muito talento. Para Manoel, a desvantagem em ser ourives é que esta profissão apresenta alto risco de roubo, “temos visto constantes assaltos a joalheiras e shoppings”, conta.

“Se não fosse ourives, gostaria de ser piloto de avião. Acredito que é uma profissão que dá liberdade”, conta Manoel que apesar de não ser piloto de avião, afirma estar satisfeito com a atual profissão.

Segundo ele, hoje em dia não existe uma boa formação para profissionais desta área, “esta profissão está se extinguindo. Para tentar entrar nesse mercado, o sujeito precisa ter ambição e muita determinação”, conclui.

Atualmente, Manoel é proprietário da MHR Jóias, localizado na Rua Expedicionário Lellis, nº 1387 – sala 04, no centro da cidade de Sertãozinho. Telefone: (16) 3491-2312.

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