05/03/10 - 09h53
Fonte: Antonio Carlos Sichieri : acsichieri@uol.com.br
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta (3), um destaque à PEC 446/09 que inclui os policiais civis e militares e bombeiros inativos dos ex-territórios de Roraima, Rondônia e Amapá entre os beneficiários do piso salarial instituído pela Proposta. Devido ao baixo quórum e a um acordo entre os líderes partidários, o destaque do bloco PSB-PCdoB-PMN-PRB foi o único votado e teve a aprovação de 322 deputados. Para que a matéria seja concluída na Câmara, em primeiro turno, ainda falta a análise de outros destaques.
A proposta principal aprovada na terça-feira (2) é de uma emenda assinada por vários partidos que prevaleceu em detrimento da versão original da PEC 446/09, do Senado. A emenda remete a uma lei federal a criação de um piso salarial para os policiais e bombeiros dos estados.
Pelo texto, a lei deverá ser editada num prazo de 180 dias, contados da futura promulgação da PEC. Um piso nacional provisório deverá ser pago até que seja editada a lei. Ele será de R$ 3,5 mil para os policiais de menor graduação (soldados, no caso da PM) e de R$ 7 mil para os oficiais do menor posto.
Entretanto, o texto ainda pode ser mudado devido aos destaques pendentes, que têm o objetivo de excluir partes da redação — inclusive esse piso provisório.
O presidente Michel Temer, antes mesmo de ser alcançado o quórum de 308 presentes para iniciar a Ordem do Dia, anunciou aos deputados que os líderes haviam acertado a votação de apenas um destaque nesta quarta-feira.
Vários parlamentares contrários e favoráveis ao acordo se manifestaram. Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), a decisão dos líderes significou uma espécie de obstrução.
O deputado José Genoíno (PT-SP), a favor de um debate maior sobre o mérito da matéria, garantiu que o acordo de lideranças não teve o objetivo de engavetar a PEC.
Com isso, a análise da matéria ainda ficou pendente na Casa. O presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Policiais e Bombeiros, deputado Paes de Lira (PTC-SP), criticou o que considera mudança de postura de diversos líderes em relação à proposta, e ameaçou recorrer ao Judiciário caso o texto seja engavetado.
Manifestantes que lotaram o Plenário pressionando pela aprovação do piso salarial de policiais e bombeiros prometem continuar a mobilização na próxima semana.
Comentário enviado por sebastiao lopes do val em 06/03/10
Comentário enviado por Marcelo Galante em 05/03/10
Comentário enviado por amilton em 05/03/10
Comentário enviado por jean em 05/03/10
Comentário enviado por soldado revoltado em 05/03/10
Comentário enviado por Adilson Lourenço em 05/03/10
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