22/01/10 - 10h58
Fonte: Ribeirão Preto Online
O ano mal começou e muitos estudantes que pretendem morar em Ribeirão Preto já enfrentam o problema de encontrar um imóvel para ser alugado. Com o passar dos anos, essa procura se tornou cada vez maior e, por esse motivo, tanto o proprietário do imóvel quanto o futuro inquilino, precisam tomar alguns cuidados nessa hora.
A alta na procura por locação para universitários que chegam em Ribeirão Preto para estudar já se tornou comum no meio imobiliário. De acordo com a gerente comercial da Imobiliária M3, Luciana de Araújo, “Ribeirão está passando por um processo onde a procura está bem maior que a oferta”.
A preferência dos estudantes são os apartamentos de um a dois dormitórios e, de acordo com Luciana, a busca por moradia é feita por estudantes de vários lugares do país, sobretudo da região. “Os universitários nos procuram já acompanhados dos pais. Como sabem que está difícil o mercado, deixar para decidir depois é perda de tempo”, relata.
Em relação ao contrato, depende do tempo que o estudante pretende ficar no imóvel. Em algumas situações, eles optam por ficarem no imóvel por tempo estipulado, às vezes, apenas um ano.
De acordo com Luciana, nesse caso deverá haver uma cláusula que defina o prazo de locação do imóvel, pois a Lei prevê que seja feita a locação para um período de no mínimo 30 meses. “Essa cláusula de prazo isenta o locatário do pagamento de multas”, explica.
Outro fatos importante que merece atenção dos inquilinos é a vistoria do apartamento ou casa que serão alugados. “É importante ficar atento, checando se a partes do imóvel estão depreciadas ou não”, explica a gerente. Caso isso não estiver bem definido no contrato, na entrega do imóvel, o locatário deverá arcar com os consertos.
Além disso, o futuro inquilino deve ficar atento também se o valor irá subir de acordo com o índice de correção do imóvel.
No meio estudantil, principalmente entre os universitários, existem as famosas “repúblicas”, que são casas ou apartamentos onde os estudantes dividem as despesas do imóvel e se encontram geralmente para fazer festas.
Portanto, nesse caso, o locatário do imóvel precisa saber quem será o novo morador e ficar atento se a intenção não é formar uma república.
Para Luciana, é importante que toda tramitação seja feita através de uma imobiliária. “É mais seguro e as empresas estão acostumadas com a parte burocrática, como a exigência de um fiador ou seguro fiança. Tudo isso precisa ser analisado para ninguém sair perdendo depois”, conclui.
Hoje podemos notar diversos edifícios sendo construídos nas proximidades das principais faculdades da cidade, justamente para atender a demanda, que tende a crescer com o passar dos anos.
A estudante Analídia Ferri, de 23 anos, mora sozinha desde o início de 2009, e relata que teve dificuldade para encontrar um apartamento: “Eu demorei muito para encontrar um apartamento onde queria, até porque o bairro que escolhi não é tão popular. Eu queria morar próximo ao trabalho e da faculdade, para economizar no transporte”.
Alguns proprietários são resistentes na hora de fechar negócio com os estudantes, principalmente para aqueles que pretendem montar repúblicas.
Como não era essa a intenção de Analídia, a estudante não teve nenhum problema com a imobiliária ou com o locatário: “Eles não dificultaram, porém, foram burocráticos com a questão dos fiadores. Por isso, tive que escolher uma pessoa confiável e que também confiasse em mim, pois quando há a comprovação de renda, eles liberam sem problemas”.
O único problema, segundo Analídia, é o preço mais elevado do aluguel devido a localização, o que pesa no orçamento no final do mês.
Já o estudante André Ricci, de 20 anos, mora há um ano em Ribeirão Preto, e passou por uma situação semelhante, mas seus pais optaram por comprar o imóvel ao invés de pagar aluguel.
“A maior dificuldade foi conciliar preços, com lugar e com tamanho do apartamento. Todos aqueles que eu visitei na Zona Sul, próximo à minha faculdade, eram muito caros e os apartamentos pequenos. Na época eu não tinha carro e tinha que ser naquela região mesmo. Foram quase dois meses de procura, até achar um que desse certo”, relata o estudante. “Pelo menos agora o dinheiro pode voltar, diferente do aluguel”, explica.
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