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16/11/10 - 09h04 (Atualizado em 16/11/10 às 09h13)

Um fim de semana esportivo pleno de emoções

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Fonte: Flávio Araújo : flaypi@uol.com.br

BR/10 NA HORA DO VAMOS VER

Não sobrou nada para o feriado da segunda-feira, mas o domingo foi mais do que suficiente para preencher toda a capacidade de suportar emoções para quem se liga no esporte.

Futebol, voleibol feminino e a velocidade da Fórmula 1 a galvanizar mentes e corações.

Além de competições outras que não nos tocam de forma tão direta.

O BR/10 está na reta de chegada e faltando apenas três etapas a serem cumpridas nem bola de cristal resolve para apontar vencedores e vencidos.

É visível que o Corinthians passou uma etapa que poderá ser decisiva virando o jogo a seu favor e mesmo sendo sua vantagem de apenas um ponto sobre o segundo colocado o Fluminense, esta mínima diferença  poderá ser o fator determinante.

Enquanto o clube paulista vem de uma série de bons resultados depois da volta do técnico Tite ao seu comando os adversários sofreram considerável abalo no último fim de semana.

Tanto o carioca quanto o mineiro.

É verdade que o árbitro Sandro Meira Ricci foi fator mais que decisivo na vitória diante do Cruzeiro, mas, este também é um detalhe que pesa, e muito, na decisão de campeonatos.  

A influência do apito amigo.

Enquanto isso o Fluminense, que entrou na etapa como líder não conseguiu uma vitória em sua casa diante do Goiás, penúltimo na classificação e candidato mais do que sério ao rebaixamento.

Provável que com esse mísero empate diante do Goiás o Fluminense tenha perdido o campeonato.

O Cruzeiro ainda mantém esperanças, mas sua derrota diante do Corinthians, até pelas circunstâncias, pode ter abatido seu moral.

O Corinthians, nas três últimas rodadas vai se confrontar com o Vitória em Salvador, com o Vasco em casa e com o possivelmente eliminado Goiás, fora de casa, isto na rodada final.

Por tudo isso o jogo diante do Vitória na Bahia no próximo domingo poderá ser o decisivo já que o favoritismo nos dois seguintes é inegável.

O Fluminense já não tem a vantagem que ostentava e que permitia depender apenas de seus resultados.

Tem o São Paulo no Morumbi no próximo domingo, o desinteressado Palmeiras no Rio em seguida e fecha sua participação contra o possível rebaixado Guarani também no Rio de Janeiro.

Por esse rápido relato é fácil deduzir que os jogos do Corinthians e do Fluminense no próximo domingo podem determinar quem será o campeão.

Pesa a irregularidade do Fluminense que em casa não conseguiu vencer o Goiás, e o mau-humor do Cruzeiro depois de sua derrota com o penal arranjado em cima da hora pelo árbitro Sandro Meira Ricci.

O Cruzeiro recebe o Vasco, viaja para jogar contra o Flamengo e acolhe o frágil Palmeiras no encerramento.

Está em fase descendente, mas assim mesmo tem chance de vencer os três jogos.

O problema são os 3 e 2 pontos que o separam do líder e do vice-lider e os possíveis resultados positivos destes.

Palpite com cheiro de coerência: o Corinthians está com a mão na taça, o Fluminense tem chance e o Cruzeiro é carta fora do baralho.

Fora disso, a desesperada disputa para fugir ao rebaixamento onde haverá luta até o último momento e a ainda a competição para inclusão no G4, que poderá até ser G3, se um brasileiro (Palmeiras ou Goiás) vencer a Sul-Americana.

No rebaixamento a luta é feroz.

Após as 37 rodadas só o Grêmio Prudente fechou a tampa do caixão, mas tem seguidores atentos querendo vaga.

Ou buscando rota de fuga que a esta altura se estreita em demasia.

Goiás e Avaí estão reagindo com vigor, o mesmo não acontece com o Guarani que cai em vôo livre.

Há, porém, uma extraordinária combinação de jogos onde candidatos aos últimos quatro postos se enfrentam em partidas de vida ou morte como complicador para se apontar com antecedência os degolados.

Julgo que dificilmente fugirá dessas possibilidades: hoje o Corinthians está bem perto do título e Goiás, Avaí e Guarani estão mais próximos do Grêmio Prudente.     

PERDER TAMBÉM É DO JOGO

Outra vez a Rússia foi a algoz da seleção brasileira de vôlei feminino repetindo o acontecido no mundial anterior e coincidentemente num jogo decidido no quinto round.

A seleção brasileira demonstrou sentir a falta de duas figuras de destaque: Mari e Paula Pequeno e mesmo com altos e baixos sustentou um duelo de igual para igual contra as russas.

Difícil explicar essa alternância de bons e maus momentos na equipe brasileira que realiza um set de grande qualidade para cair profundamente no seguinte.

O certo é que as brasileiras mesmo vindo de 10 vitórias consecutivas antes da final do domingo demonstraram retrocesso com as renovações que o técnico José Roberto Guimarães viu-se na obrigação de fazer.

Mas, foi a terceira prata em mundiais da categoria (1994, 2006 e 2010) e isso não é nada desprezível no concerto da competição planetária.

O choro das jovens brasileiras reflete a frustração por um objetivo maior não alcançado, mas não é condizente com o bom êxito da equipe no geral.

QUANDO O ESPORTE SE CONSAGRA

A vitória da escuderia Red Bull ao final de mais uma temporada da Fórmula-1 trouxe consigo também o triunfo do esporte que não aceita conchavos para justificar objetivos.

Jogando limpo, sem fazer jogo de equipe entre seus dois pilotos a Red Bull que já alcançara seus desejos maiores desde o GP do Brasil com o mundial de construtores obteve a consagração no individual na última prova da temporada.

Entre os três mais sérios postulantes antes da prova o jovem alemão (23 anos) Sebastian Vettel era o menos favorecido pelos números.

Tinha 15 pontos a separá-lo de Fernando Alonso, a quem bastaria a vitória ou um segundo lugar e ainda estava 7 pontos atrás de seu colega de escuderia, o australiano Mark Webber.

A direção da escuderia descartou qualquer acerto para que Vettel facilitasse as coisas para Webber, que de resto fracassou rotundamente guardando apenas um modesto 8º lugar.

Correndo com a classe e a perícia de um veterano Sebastian Vettel venceu a corrida e levou junto o campeonato.

Fernando Alonso decepcionou e depois de uma largada indigna de um campeão não conseguiu uma ultrapassagem que permitiria uma possível recuperação.

Havia um russo de nome Vitaly Petrov em seu caminho e por 33 voltas o espanhol não conseguiu, verdade mesmo, nem uma aproximação que vislumbrasse a chance da ultrapassagem.

Para quem seria campeão com o título em Abu Dhabi ou mesmo um segundo lugar Alonso ficou em 7º e atrás do russo Petrov.

Ano que vem o Brasil verá em Interlagos o encerramento da colorida e barulhenta competição.    

TEM BRASIL E TEM SUL-AMERICANA

O Brasil, por sua seleção principal de futebol vai a campo nesta quarta-feira diante da Argentina no Catar e um jogo diante dos hermanos é sempre um prato cheio.

A seleção de Mano Menezes, invicta em seu comando não terá os convocados Alexandre Pato e Rafael, cortados por contusão e sem que substitutos tenham sido chamados.

Como uma espécie de coringa escondido na manga da camisa o técnico Mano Menezes chamou Ronaldinho Gaucho de volta ao Escrete.

Parece um falso coringa e que já deu seus dias de glória ao selecionado, mas ... não custa esperar.

O jogo será logo amanhã.

Por seu lado a Argentina, também por contusões, não contará com Carlito Tevez e Aguero.

O PALMEIRAS JOGA SUA SORTE

Na Copa Sul-Americana de futebol Palmeiras e Goiás definirão o representante brasileiro na final em duas partidas, a primeira amanhã em Goiânia.

Não faço previsões e explico o porquê:

O Palmeiras, que está disputando os jogos restantes do BR/10 com uma frágil equipe de reservas sofreu muito para passar com seus titulares nas quartas de final da Copa pelos reservas do Atlético Mineiro, há pouco saído da zona de rebaixamento no campeonato nacional que prioriza.

E o Goiás é uma equipe imprevisível: numa rodada é goleado pelo rebaixado Grêmio Prudente e na outra vai complicar a vida do Fluminense, que defendia uma posição de liderança, em pleno Rio de Janeiro.

Assim como pode ter arrancado ao Fluminense a chance de ser campeão na competição principal pode também arruinar o Palmeiras no torneio que é a tábua de salvação para os verdes paulistas.

Além disso é de se levar ainda em consideração que futebol por futebol tanto o Independiente (argentino) quanto a LDU (equatoriana) disputantes na outra semifinal tem mostrado mais futebol que os candidatos brasileiros.  

Sem dúvida que Atlético do Paraná, Botafogo e Grêmio estarão torcendo contra seus patrícios já que lutam pelo 4º lugar num possível G4 da Libertadores que seria apenas um G3 em caso de uma vitória brasileira na Copa Sul-Americana.

A mixagem de diversos torneios simultâneos dá chance a muita mutreta e muita confusão.

(Flávio Araújo)
 

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