07/06/10 - 11h13
Fonte: Matheus Arcaro : matheus@abelharainha.com
As façanhas do ontem
Que colorem o hoje
Desbotarão o amanhã.
Se é circular o que existe,
Como ousas rotular?
O muro que protege
É o mesmo que separa.
A cruz que promete
É aquela que nos para.
Ao anoitecer, Apolo é Dionísio;
Da guerra, um instante: armistício.
Bacanal, a olhos virgens, é romaria.
Madalena, alterego de Maria.
Peçonhenta, a fruta
Pesada de culpa,
Minha, sua.
Nossa! Multa,
Caiu sobre Newton.
Sei que
O que não era é.
O que era não é.
Que sei?
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