31/05/10 - 09h28
Fonte: Matheus Arcaro : matheus@abelharainha.com
A vela acendeu o cachimbo
Que ascendeu o homem.
O elã vital penetrou na pena
Que rabiscou aqui, ali, acolá
E a estrofe estava escrita.
Os versos
Eram o seu coração inchado,
Encharcado de lágrimas divinas.
Eram a rosa transmutada,
Vestida de bailarina,
Dançando, dançando...
Eram o cata-vento espalhando as vísceras da fantasia
Pelos quatro cantos redondos do mundo.
A vela,
Acanhada pelo clarão da poesia,
Apagou-se!
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