Ribeirão Preto, 17 de Maio de 2012
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01/06/10 - 08h26

Coluna da Dra. Julieta Ueta: Os membros que o diabetes amputa: Como salvá-los?

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Fonte: Dra. Julieta Ueta: julietarponline@gmail.com

UM DEDO, UM PÉ, UMA PERNA:  AMPUTAÇÕES QUE O DIABETES PROVOCA

UM JOVEM DIABÉTICO NO HOSPITAL

A chance de ficarmos doentes aumenta à medida que o tempo passa. Não precisamos de toda uma análise estatística para sabermos o óbvio. Portanto se você fica muito tempo sem ficar doente por uma coisa ou outra, uma hora uma doença te pega. Uma gripe, uma dor de cabeça. Quanto mais idade temos mais chances temos de adoecer. Acontece que não somos todos iguais e nossas chances variam e variam muito dependendo de onde viemos, de quantos anos temos, de nossos genes, do que comemos, bebemos e fazemos. Aí as chances mudam de maneira que algumas vezes podemos te ir contra o tempo e reduzirmos nossas chances de ficarmos doentes ou ficarmos com mais problemas de saúde.

De qualquer maneira parece que ver pessoas jovens ou adultas internados em hospitais, no mínimo desperta nossa atenção. Fulano, “tão novo foi até internado!!!” significa uma certa gravidade. Nos tempos de dengue por estas bandas ribeirão-pretanas mesmo agora que o frio já atingiu não é tão incomum. Afinal de contas o mosquito da dengue não pica analisando idade ou gênero. Oportunidade é o seu negócio.

Deixando a dengue de lado, ver alguém, digamos com menos de 40 anos internado no hospital nos chama a atenção. Procuro chamar a atenção dos meus alunos para os casos de hospitalização de pessoas nesta faixa de idade para que eles não fiquem com a impressão que somente idosos adoecem e são portadores de diabetes e hipertensão. Isto acontece com mais freqüência com estas pessoas, mas vez por outra podem encontrar casos de jovens hipertensos bem como jovens diabéticos.

E um dia foi internado um indivíduo com 37 anos com diagnóstico de diabetes. Ao visitá-lo em seu leito percebi que aparentava ser bem mais jovem, magro, mas musculoso, forte, diria. Ao saber mais de seu histórico clínico descobri que há certo tempo vinha percebendo que estava perdendo peso, sem motivo aparente. Alimentava-se fartamente com carbohidratos, disse não gostar muito de carne, a ser não moída e misturada na comida, com molho de tomate para disfarçar o sabor. Leite sim, se fartava com leite. Trabalhador braçal, cortador de cana, acordava todos os dias às 5 horas da manhã tomava seu reforçado café, um bom almoço. Definitivamente uma alimentação saudável, frutas, muita banana. Apesar disto tudo notava a perda de peso. Vida regrada, menino bom e comportado.

Ao piorar o seu quadro de perda de peso, fadiga, um dia seu organismo levantou a bandeira vermelha e pediu socorro. Os exames mostraram que seu açúcar no sangue já estava além da conta e apresentava cetoacidose  que produz confusão mental, muita sede, mal estar fraqueza, tonturas, o apetite aumenta, mas perde peso (paciente não entendia porque ele comia tanto e ainda assim continuava perdendo peso; já estavam até comentando...).

Sem saber o que lhe acontecia chegou ao hospital e lá lhe contaram que tinha diabetes. Para ele foi uma surpresa total porque como alguém como ele podia pegar uma doença que dá mais em criança ou em gente de idade? Com o cuidado que tomava não devia acontecer nada.

Nosso paciente estava com diabetes sim. Existem vários tipos de diabetes. A mais comum hoje é o diabetes tipo 2, que geralmente dá em pessoas com mais de 40 anos. O diabetes tipo 1 dá em pessoas jovens, bem jovens, mas pode dar em pessoas com menos de 35 anos. Nosso paciente tem 37 anos. Ele pode ter até uma outro diabetes que aparece mais na faixa entre 35 a 60 anos, conhecida como LADA (Latent Autoimmune Diabetes in Adults), ou seja um diabetes autoimune latente em adultos ou diabetes 1,5. Aparece em quem é magro e com cetose.

DIABETES

Os componentes dos alimentos que comemos têm que ser processados pelo nosso organismo para fornecer energia principalmente. Com esta energia fazemos tudo que fazemos, o que vemos e o que não vemos, lá dentro nas células. Imagine um distúrbio ocorrendo por conta de algo que vai mal neste processamento de carboidratos. Se o pâncreas deixa de produzir insulina ou se o corpo não consegue usar a insulina do jeito que deve temos um quadro de diabetes. A insulina é responsável pela remoção de glicose (o açúcar) do sangue. Sem insulina a glicose no sangue aumenta (hiperglicemia) modificando o processamento, o metabolismo de gorduras, proteínas e da própria glicose no organismo.

O problema com a insulina pode causar diferentes tipos de diabetes melito. Diabetes melito é um grupo heterogêneo de doenças metabólicas caracterizado por hiperglicemia

Temos o diabetes tipo 1, tipo 2 e até o tipo 1,5 e outros tipos menos comuns. O diabetes tipo 2 é o mais comum, que afeta o maior número de pessoas.

DIABETES Tipo 1

O diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune. Ironicamente, por um engano, o organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina. Em geral, os anticorpos são produzidos pelo organismo para combater corpos estranhos, combater infecções por exemplo. O organismo vê errado e entende que as células são estranhas a partir de um determinado ponto e passa a produzir anticorpos para matar as células. Por isto são designadas de DOENÇAS AUTO IMUNES. Portanto o diabetes tipo 1 é uma doença auto imune que destrói as células que fabricam insulina que tira o açúcar do sangue. A doença surge quando o organismo deixa de produzir insulina ou produz muito pouco. Sem a insulina, a glicose não chega até as células e assim não há produção de energia pelas células. Pessoas com este tipo de diabetes produzem grandes quantidades de anticorpos que ficam circulando no sangue antes que se faça o diagnóstico.
É uma doença que aparece em pessoas jovens menores que 35 anos.

SINTOMAS do DIABETES Tipo 1

Os primeiros sinais do diabetes tipo 1 são:
 Vontade urinar muitas e muitas vezes.
 Muita sede, constante.
 Muita, muita fome
 Perda de peso rápida
 Cansaço
 Fraqueza
 Náuseas e vômitos
 Irritação,nervosismo

DIABETES TIPO 2

O diabetes melito tipo 2 é a forma mais comum da doença. Não se sabe muitas coisas, mas sabe-se que tem a ver com obesidade ou acúmulo de gordura no corpo, sedentarismo ou falta de atividade física e a idade. Pode ter um componente hereditário, mas não se sabe ao certo. Juntos podem desencadear ou acelerar o aparecimento do diabetes. Cerca de 60 a 90%, dependendo do estudo e da região, das pessoas com diabetes tipo 2 são obesas e em geral com idade superior a 40 anos. Quanto à idade está se modificando o perfil pelo elevado número de jovens obesos e sedentários. No caso do diabetes tipo 2  a insulina pode ser produzida, mas não é usada de maneira efetiva pelo organismo. O pâncreas produz continuamente a insulina. No entanto as células musculares e do tecido gorduroso não conseguem metabolizar glicose que está no sangue.
O diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1.
 SINTOMAS DO DIABETES TIPO 2
• Muita vontade de urinar
• Muita sede
• Formigamento, dormência e dores nas pernas, nos pés
• Visão embaçada ou alguma alteração na visão
• Demora pra cicatrização de cortes e de feridas
• Muitas infecções da pele ou pele ressecada com sensação de coceira
• Sonolência
• Nas mulheres vaginite
• Nos homens impotência

DIABÉTICOS

O diabetes é uma epidemia cada dia pior devido ao aumento da obesidade tanto em crianças quanto em adultos. Procure informações no site da Sociedade Brasileira de Diabetes .

Quase 50% das pessoas que tem diabetes nem sabem por que os sintomas como fadiga, muita fome e urinar com freqüência não levam as pessoas ao médico para serem examinadas.

O diabetes é uma doença crônica que atualmente afeta mais de 250 milhões de pessoas segundo a Organização Mundial de Saúde, e a cada dia vem atingindo mais e mais número de pessoas no mundo inteiro. Por incrível que pareça a proporção do número de diabéticos aumenta a cada ano.

ANO DIABÉTICOS (milhões)
1985 30
2005 150
2007 246
2025 250 (era estimado)
205 380 (nova estimativa)

O número de diabéticos no mundo que foi estimado para 2025 já foi alcançado em 2007. Isto é impressionante.
No Brasil também a proporção de diabéticos em relação à população total tem aumentado ano após ano, com início em 1990 e depois de 1995 uma aceleração acentuada.

Do site http://www.diabetes.org.br/numero-de-diabeticos-na-sua-cidade

No Portal da Saúde do Ministério da Saúde descreve-se a existência de 6,4 milhões de diabéticos acima de 18 anos, em 2007, ou seja, 5,2% da população.
Outros dados brasileiros consideram que este número seja bem maior. Um estudo de Wild mostrou que a população brasileira com diabetes era de 4,6 milhões em 2000. A previsão, a partir de dados deste trabalho, para 2030 é de uma população de 11,3 milhões a ser atingida com diabetes.

No entanto um estudo brasileiro que realizou o Censo Brasileiro de Diabetes concluiu que no Brasil, considerando o censo do IBGE de 2007, temos 10,9 milhões de brasileiros diabéticos, representando 5,9 % da população. É verdade que os números não batem. Valores estimativos algumas vezes têm disto.

Se você estiver interessado em calcular o número de diabéticos em sua cidade, fazer uma estimativa pode usar a matriz apresentada no site Diabetes  é no mínimo interessante. Se você for profissional da saúde, sinta sua responsabilidade aumentar.

PREVENÇÃO

Não existe forma de prevenir o aparecimento do diabetes tipo 1. Em 2005 pesquisadores publicaram um trabalho em que verificaram o efeito de um medicamento capaz de reduzir a destruição das células beta, produtoras de insulina.
O diabetes tipo 2,embora tenha um componente hereditário para manifestação pode ser prevenido através de uma vida saudável controlando-se o sedentarismo ou inatividade física e a alimentação.Fácil de falar, difícil de fazer.

TRATAMENTO

Após diagnóstico a diabetes pode ser adequadamente tratada. Uma questão importante que surge com o diagnóstico é a questão do enfrentamento da doença. Como se convencer ou como convencer alguém que tem diabetes a se tratar. Por se tratar de uma doença crônica requer tratamento contínuo. O tratamento pode ser medicamentoso e não medicamentoso. Há um tanto de medicamentos disponíveis e os programas do governo fornecem medicamentos para o tratamento. Com este elevado número de pessoas diabéticas o governo estabeleceu programas para fornecer medicamentos de graça.
Inclusive insulina, ou melhor, principalmente insulina. Para os casos de diabetes tipo 1 somente a insulina pode ser empregada. Tanto nos casos tipo 1 ou 2 o exercício físico e a alimentação controlada são fundamentais. O organismo precisa deste controle, apesar dos medicamentos. São necessários vários remédios para cuidar.
Nosso paciente do começo da história chegou mal, foi difícil colocar o açúcar do sangue no nível certo. Um dia demais outro de menos e ai ficava difícil. Mal estar, tristeza, desespero. Como aceitar a doença? Como começar a tomar medicamentos assim “na flor da idade”, forte, elegante, bem nutrido, trabalhador. De saudável para se transformar em um doente pra sempre. Não é tarefa fácil aceitar este destino. Uma vez convencido da necessidade de se tratar é dão o primeiro passo, mas manter neste passo dia após dia... Tomar medicamento todo dia, se injetar todo dia. Assim é a vida do diabético, como de muitos outros doentes. Como a vida continua, o medicamento e os outros remédios passam a ter efeito um dia toma no outro não toma e quando olha já foi o tempo que o diabético tomava medicamento. Aí mora o perigo. O controle se faz indo ao médico, medindo a glicemia, verificando peso, e mais coisas. Se o diabético não fizer o controle da glicemia e ela ficar fora de controle muitas conseqüências podem atingi-lo.

CONSEQUENCIAS DO DIABETES NÃO TRATADO

O diabetes é uma doença que requer um cuidado cuidadoso. Toda atenção é importante. Por uma razão ou outras se razões mais certas ou mais erradas quase metade dos diabéticos não se cuida e ai vem as conseqüências.
As outras doenças:
• neuropatia diabética:os nervos perdem a sensibilidade, principalmente nos pés (PÉ DIABÉTICO)
• nefropatia diabética: os rins vão sofrendo e param de funcionar
• retinopatia diabética
• infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral

Isto quer dizer que se o diabetes não for tratado corretamente pode levar à cegueira, insuficiência renal, infecções, amputação entre outras conseqüências. Um pé mal cuidado vale por um pedaço do pé. Este é o jogo perdido. As conseqüências são dramáticas porque tem um impacto violento na vida dos diabéticos e das suas famílias. Muitas das conseqüências poderiam ser evitadas, uma das conseqüências evitáveis é a amputação.

Fotos da apresentação de Patricia Bahia Pereira

AMPUTAÇÃO

Amputar no dicionário tem um sinônimo claro mutilar. Para os profissionais de saúde “trata da retirada total ou parcial de um membro pelo ato cirúrgico, traumatismo ou doenças.Amputação não é um fim, mas um começo de nova fase que mutilou a imagem corporal e eliminou o perigo de perder a vida.

Imagina-se que a amputação mais comum seja por acidentes em geral, com carro, com máquinas. A incidência de amputaçõesno Brasil é da ordem de 13,9 por 100 mil habitantes/ano. No mundo estes índices variam de 2,8 a 43,9,mas o número mais expressivo é o da população de diabéticos: 440 por 100 mil hab/ano. No Brasil, na verdade cerca de 70% das amputações feitas pelo sistema público são conseqüências do diabetes. São realizadas cerca 55 mil amputações em diabéticos por ano.
 

Como chegamos a este ponto? Por inúmeras razões a falta de diagnóstico, a falta de tratamento, a falta de orientação do paciente e de seus familiares, a falta de educação tem levado os diabéticos a se tornarem mutilados como em uma guerra sangrenta.

Por causa da neuropatia os nervos  deixam de sentir e os diabéticos não percebm quando se machucam. Esta é uma das causas dos problemas com o pé. Cerca de 80% dos diabéticos possuem machucados nos pés. As condições que levam os pacientes a terem risco de amputação são a neuropatia periférica com perda de sensibilidade, hemorragias embaixo de calos, deformidades dos ossos, doença vascular. Quem já perdeu um membro tem de 50 a 60% de chance de perder o outro no período de 3 a 4 anos.

Em entrevista o Programa Bom Dia Brasil Roberto Barreto fala do seu arrependimento de não ter se cuidado adequadamente: “estava fazendo tratamento, parei de tomar o remédio. Estava dirigindo, feri o dedo, abafei como sapato, deu gangrena.” Apesar das dificuldades da amputação o motorista está se reabilitando. “caminhando bem, subo morro, desço escada. Tomo o remédio certinho agora”.
Nem sempre as histórias tem este final feliz.

O triste é saber que segundo vários trabalhos realizados mundialmente verificaram que se houver uma educação adequada, um cuidado precoce, PODE-SE DIMINUIR EM ATÉ 80% AS AMPUTAÇÕES.


Faça um teste com você ou com alguém que precisa.

• Todos os dias examinar os pés com cuidado para ver se tem bolhas, cortes ou arranhões. Use um espelho em caso de dificuldade para ver entre os dedos.
• Peça ajuda a alguém caso você não consiga, ou ajude quem precisa de um exame mais cuidadoso. Toda família pode ter um diabético.
• Lave bem os pés, em água não muito quente, todos os dias e seque com cuidado, especialmente entre os dedos sem machucá-los.
• Olhe bem dentro dos sapato, todos os dias antes de colocá-los para ver se encontra objetos que podem machucar os pés, ou se o forro do calçado está rasgado ou se tem algum lugar que pode machucar os pés.
• Se os pés ficarem muito secos passe um óleo ou uma loção, mas não aplique entre os dedos para evitar infecção.
• Usar sapato no tamanho certo, modelo confortável e meias sem elástico.
• Cortar as unhas de um jeito reto.

FUTURO PARA O TRABALHADOR BRAÇAL

Após muitas horas de conversas com todos os profissionais de saúde do hospital, muito dias de internações, nosso paciente concordou em tomar a insulina. Recebendo alta foi encaminhado para o município de origem onde foi recebido pela equipe do Programa de Saúde da Família. Se tudo correr bem o trabalhador poderá ter uma vida normal, com algumas mudanças. Está na hora de começar a salvá-lo das amputações.
Um tratamento definitivo para a diabetes tipo 1 é o transplante de com células-tronco, um sucesso alcançado pelos pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto–USP (WWW.hcrp.fmrp.usp.br). Surge uma luz no fim do túnel.

 

Enquanto isto pode-se seguir exemplos como o do Ambulatório do Pé Diabético HC/FMUSP que tem índices de amputação muito baixos. http://gaad-amigosdiabeticos.blogspot.com/2009/11/trabalho-multidisciplinar-do-hospital.html

 

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Comentários dos Leitores

  • Comentário enviado por Cintia em 01/06/10

    Sou estudante de farmácia e tenho a honra de presenciar alguns casos com a profa Julieta durante as aulas no hospital. Realmente, para muitas pessoas é difícil aceitar a sua doença, independente de qual seja, diabetes, hipertensão, artrite, etc... principalmente para os mais jovens, que ficam se perguntando “Por que eu? Sou tão novo e saudável!”. Aí que entra a importância de se ter uma equipe multiprofissional. Nós, farmacêuticos, somos responsáveis por orientar os pacientes quanto à doença, os medicamentos a serem tomados, as conseqüências de não tratar a doença e a importância do tratamento. E em alguns casos, a doença não depende apenas de você ser saudável ou não... é necessário que o paciente entenda isso para aceitar a sua doença. O tratamento (medicamentoso e não-medicamentoso) também é muito importante para evitar as conseqüências do não tratamento, por isso é muito importante que o paciente entenda sobre a sua doença. Como a profa Julieta falou é fácil falar em mudança no estilo de vida, alimentação saudável e praticar exercícios físicos, mas difícil fazer. Mas acredito que podemos mudar aos poucos pra ir se acostumando, pois essas mudanças são importantes tanto para prevenir doenças, como para o controle da doença. Chame amigos, namorado(a) ou vizinhos pra ir caminhar ou fazer outro tipo de exercício físico junto com você, pois uma coisa chata pode se tornar muito divertido, só depende da forma que você conduz. Eu, por exemplo, comecei a jogar futsal, basquete, vôlei ou 3 corte (qualquer coisa com bola) com as minhas amigas na quadra da faculdade, mesmo sem ninguém saber quase nada de como se joga. E o jogo se tornou muito divertido mesmo para aqueles que não gostavam muito, pois estávamos lá apenas para dar boas risadas e fazer um exercício físico.

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