12/11/09 - 11h13
Fonte: Ribeirão Preto Online
O índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), encerrou o mês de outubro com alta de 2,58%, de acordo com o IEA (Instituto de Economia Agrícola).
O índice de produtos de origem vegetal subiu acima do índice geral (2,77%), enquando o índice de produtos de origem animal registrou alta de 2,11%.
Já o índice geral assinalou variação positiva de 2,39% com a exclusão da cana-de-açúcar do cálculo e o índice de produtos vegetais aumentou um pouco mais, atingindo 2,65%, de acordo com os pesquisadores do IEA.
No acumulado de doze meses, o índice geral cresceu 7,74% e o índice de produtos vegetais aumentou 15,26%, enquanto o índice de produtos animais recuou 9,76%. O índice geral caiu 0,04%, enquanto o índice vegetal fechou o período em 9,17% positivos.
Em outubro, as altas mais expressivas em relação ao mês anterior, foram verificadas nos preços do amendoim (32,30%), do tomate para mesa (27,80%), da carne suína (12,64%), carne de frango (10,50%) e batata (10,31%).
Segundo os pesquisadores, Eder Pinatti, José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves e Luis Henrique Perez, no caso do amendoim, o final do período de safra reduziu a oferta do produto, acarretando valorização e favorecendo a recuperação dos preços.
Em relação ao tomate para mesa, a instabilidade do clima durante o processo produtivo prejudicou a produção, elevando a cotação do produto, como mostra a análise.
A alta da carne suína representa fôlego influenciado pelo aumento da demanda, principalmente por parte da indústria, que está incrementando a produção de derivados de carne suína visando o consumo do final do ano.
Por sua vez, a carne de frango recupera preços que se encontravam em patamares inferiores nas quadrissemanas passadas. O clima também foi o responsável pelas perdas na produção de batata e a consequente menos oferta do produto no mercado, o que acarretou altas das cotações.
Os produtos que apresentaram quedas mais significativas em outubro foram os preços da banana nanica (9,79%), ovos (7,90%), feijão (7,73%), trigo (7,20%) e dos leites C e B (5,32% e 4,12%).
Na comparação com o mesmo período do ano passado, os maiores aumentos foram registrados nos preços da batata (124,12%), do tomate para mesa (114,07%), da banana nanica (19,35%), pois seriam produtos onde a sazonalidade e o clima foram os principais fatores pela elevação dos preços.
A cana-de-açúcar também apresentou um aumento de 19,36%, devido as condições favoráveis no mercado internacional do açúcar, em relação ao ano passado, sustentaram a elevação dos últimos doze meses.
"Dos produtos brasileiros, com relevância internacional, têm-se a soja com patamar de preços similares aos do ano anterior, ou seja, a continuidade do crescimento da economia chinesa - importante mercado para a soja brasileira - vem sustentando o patamar dos preços internacionais dessa oleaginosa. Vale destacar ainda as variações negativas para a carne bovina, milho e arroz", observam os pesquisadores do IEA.
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