26/08/09 - 11h05
Fonte: Ribeirão Preto Online
Nesta terça-feira, 25/8, o diretor presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Christian Lohbauer, esteve presente em uma audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado.
Lohbauer, durante o depoimento, fez uma análise da crise que atinge a citricultura brasileira. Ele explicou que o Brasil exporta cerca de 98% do suco de laranja que produz, sendo assim, uma commodity, em que os preços pagos pela indústria sempre tiveram como referência as cotações na Bolsa de Nova York e no mercado europeu.
Para ele, a crise que se encontra a citricultura e a indústria do suco de laranja é provocada exclusivamente pela queda dos preços internacionais do produto.
O aumento da concorrência de outros sucos, refrigerantes, isotônicos e águas aromatizadas, ocasionou uma queda de 17% no consumo mundial de suco de laranja, entre 2001 e 2008. Hoje, há excesso de oferta do produto no mercado mundial e pouca demanda.
Segundo Lohbauer, de 2007 até hoje, os preços do suco de laranja no mercado de Nova York caíram 56%, uma notável desvalorização do setor.
Hoje, cerca de 70% da produção nacional de laranja é negociada com as indústrias. O fornecimento é dividido em 30% por parte de pomares das próprias indústrias ou de parceias com produtores; 50% por parte de produtores com contratos plurianuais, de 3,5 e até 10 anos, com preços fixos para a caixa; e 20% por parte de produtores que vendem suas laranjas por ocasião da safra, no mercado spot.
Para que o setor possa superar a crise, de acordo com o diretor da CitrusBR, é necessário que se haja um aumento no consumo de suco de laranja, tanto no Brasil quanto no mercado internacional.
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